A problemática dos Recursos Educacionais Abertos, a sua análise, utilização e avaliação. Ser capaz de analisar, discutir e avaliar as bases da conceção de materiais e OER; selecionar e enquadrar OER em função dos destinatários e dos contextos de utilização; selecionar/adaptar /produzir OER cujas características de funcionalidade, usabilidade e interatividade os tornem de fácil utilização, integração e adaptação; conceber e elaborar RE utilizando a edição digital de imagem fixa, áudio, vídeo e integração destes materiais em contexto de aprendizagem online.
Produção de um REA para uma exposição virtual intitulada: Educação a distância, Educação online; Educação Aberta; Educação a distância em Rede
SINOPSE
Este trabalho surgiu no âmbito da disciplina de Materiais e Recursos para e-Learning, com a proposta da realização de um Recurso Educacional Aberto, no qual poderia ser elaborado numa ferramenta e formato à escolha, desde que cumprisse com as normas de um recurso aberto.
Foram propostos alguns temas, do qual escolhemos “Educação Aberta” baseado na possibilidade de uma educação mais equitativa.
Para tal, iniciamos o trabalho com a definição da Educação Aberta, as suas vantagens e para uma equidade educacional. Neste trabalho, pretendíamos não só dar a conhecer o que é a Educação Aberta, mas principalmente destacar a sua importância para o acesso à educação a todos e de modo mais equitativo.
Tema 3 – Elaboração de um recurso digital para uma exposição virtual
Ester Saraiva I Priscila Pires
Mestrado em Pedagogia do eLearning
Universidade Aberta
Materiais e Recursos para eLearning
2020
INTRODUÇÃO
A atividade proposta para o tema III era a elaboração de um recurso digital, que abarcasse uma das temáticas estudadas ao longo da Unidade Curricular (UC) de Materiais e Recursos para eLearning. A tarefa foi dividida em duas fases, sendo que, a primeira baseava-se numa proposta fundamentada a ser validada pela docente da UC. Após a validação, seguia-se a fase dois que consistia na produção do recurso digital, que fosse um Recurso Educacional Aberto e levando também em consideração o registo de todo o percurso, como meio de aprendizagem.
FASE 1
Preparo para a produção do recurso digital
Antes da escolha de uma ferramenta para a elaboração e publicação do recurso digital, optamos por identificar a temática do mesmo. Na linha da Educação Aberta e da educação inovadora, “integrar as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) ao currículo de forma qualitativa para aproximar a escola da cultura digital é um desafio global”, (CIEB, 2017). Além disso, as novas competências e habilidades exigidas no mundo contemporâneo, já não nos possibilita atuar isolados, sem constantes atualizações. E é neste sentido que a Educação Aberta nos dá oportunidade de replicar o saber, para que os indivíduos usem consoante as suas necessidades, fazendo uso da criatividade e dos seus potenciais, para derrubar as fronteiras das autorias fechadas, buscando a interação e a aprendizagem em rede. Logo, a autoria do usuário é estimulada, assim como a cultura do compartilhamento ganha espaços, contribuindo para uma educação de qualidade e democrática, tendo em vista a equidade. Torna-se um bem público, económico e social.
“Mais importante ainda, temos uma oportunidade de melhorar drasticamente a vida de centenas de milhões de pessoas em todo o mundo através de oportunidades de aprendizagem e de recursos educacionais livremente disponíveis, de alta qualidade, localmente relevantes” (Declaração da Cidade do Cabo, 2007).
Assim, como foco do nosso trabalho, a proposta era permear o contexto da Educação Aberta e seus contributos para a sociedade com o uso das tecnologias digitais, para uma maior Equidade Educacional.
Ferramenta para a construção do recurso digital
Pesquisamos diversas ferramentas que nos permitisse fazer um vídeo, pois era o tipo de recursos que gostaríamos de realizar. Para além do texto, quando associamos a imagem, som e movimento, conseguimos captar melhor a atenção. Assim pesquisamos o Animaker 2.0; Videoscribe; Toonly, Vimeo, Doodly e Powtoon.
Todas estas ferramentas têm uma versão gratuita, mas que nos impedia de ficar com o vídeo como queríamos, mas também todas elas têm a versão não gratuita que, já permite maior liberdade de acção e um resultado final mais apelativo.
Acreditamos que a ferramenta com maior qualidade e maior liberdade de acção seria o Powtoon, já que estamos a falar de recurso digital relacionado com oportunidades que esta unidade curricular proporciona. Não temos experiência com a ferramenta, logo o Powtoon exigirá dedicação para estas usuárias inexperientes, mas o resultado pode ser apreciado, por exemplo no Youtube ou num blogue pessoal, ou em outras plataformas de fácil acesso. No Powtoon também é possível obter vários recursos gratuitos, sem deixar de ter a qualidade de um bom vídeo, apesar de que a marca da ferramenta aparece sempre no canto inferior direito e com um tamanho um pouco grande, o que na realidade nem sempre é muito agradável. Existem outros recursos mais elaborados no próprio Powtoon que são disponibilizados mediante pagamento.
PROPOSTA DE TRABALHO – VÍDEO
TEMA: Educação Aberta: um contributo para a equidade educacional
O que nos propomos entregar até o dia 14 de Fevereiro, para compor a exposição virtual, é um recurso em formato de vídeo, no qual o conteúdo seja apresentado com informações sobre o que é Educação Aberta, o contexto de REA, a importância do compartilhar, a Educação Aberta enquanto espaço de manifestação de direitos e de oportunidade de fazer diferente no quotidiano educacional, com foco no saber, no aluno, na interação, na oportunidade do auto desenvolvimento, do conhecimento com vista à equidade e mudança de paradigmas de uma cultura tradicional, para uma cultura aberta e engajadora, e não no saber centrado no professor. O vídeo também terá um caráter de recurso educacional aberto, com uma licença CC BY-NC 4.0. Para compor a entrega final, o vídeo será disponibilizado nos blogs das alunas, incluindo o texto base para a produção posterior do roteiro, além do vídeo e a licença CC.
FASE 2
Produção do recurso aberto digital
Justificativa para o argumento e roteiro / guião na produção do vídeo
TEMA: Educação Aberta: um contributo para a equidade educacional
A Educação Aberta é um movimento educacional que permite livre acesso à oportunidade de aprendizagem. Aqui, a filosofia recai sobre a forma em que os indivíduos produzem, compartilham e constroem conhecimentos. É um processo mais colaborativo no qual os agentes envolvidos buscam ampliar o acesso ao conhecimento para todos, de forma mais flexível, em comparação com os sistemas tradicionais de ensino e, que usualmente são produzidos e disponibilizados por meio de mecanismos associados à Educação a Distância e do e-Learning. Uma importante aliada da Educação Aberta são as tecnologias digitais de informação e comunicação (TDICs), pois abrem possibilidades diversificadas de médias, ambientes, indivíduos e de comunicação via internet, compondo uma grande rede ativa.
Chama-se “aberta” porque rompe barreiras que existem nos sistemas tradicionais de educação. Barreiras essas, que muitas pessoas encontram e por isso não têm oportunidade de acesso ao conhecimento, devido à situação financeira ou localização geográfica, entre outros. Nos tempos atuais, no qual somos interpelados por uma rede global interconectada e em constante evolução, a Educação Aberta é uma oportunidade de uma cultura colaborativa considerando a perspectiva sustentável fisicamente, politicamente, economicamente e socialmente. “Na educação podemos ajudar a desenvolver o potencial que cada aluno tem, dentro das suas possibilidades e limitações. Para isso, precisamos praticar a pedagogia da compreensão contra a pedagogia da intolerância, da rigidez, a do pensamento único, da desvalorização dos menos inteligentes, dos fracos, problemáticos ou “perdedores”” (Moran, 2011). Além disso, “mais importante ainda, temos uma oportunidade de melhorar drasticamente a vida de centenas de milhões de pessoas em todo o mundo através de oportunidades de aprendizagem e de recursos educacionais livremente disponíveis, de alta qualidade, localmente relevantes” (Declaração da Cidade do Cabo, 2007).
Ampliando essa ideia e sugerindo um meio de planificar esse modelo de educação, considera-se o uso dos recursos educacionais abertos (REA), no qual já são muito usados em contexto de sala de aula e nos cursos a distância, por meio de computadores, computadores pessoais, smartphones, tablets, explorando a diversidade de recursos como textos, vídeos, podcasts, jogos, blogs, fóruns, chats, infográficos, plataformas etc. Os MOOCs (Massive Open Online Course), que são a forma mais comum de cursos e recursos abertos disponíveis.
Segundo a UNESCO (2002), “os REA são materiais para ensinar, aprender e pesquisar, que estão em domínio público ou são publicados com uma licença de propriedade intelectual que permite sua livre utilização, adaptação e distribuição”.
Assim, na Educação Aberta, o uso de REA em contextos digitais, por exemplo, “o que faz a diferença não são os aplicativos em si, mas estarem nas mãos de educadores, gestores (e estudantes) com uma mente aberta e criativa, capaz de encantar, de fazer sonhar, de inspirar” (Moran, 2018), de forma colaborativa, em atendimento às necessidades de cada indivíduo, sem privilégios, mas com o propósito de gerar conhecimento que chegue a todos, com qualidade. É um olhar atento às estratégias e métodos de uma aprendizagem ativa, que permite que todos possam usufruir de conteúdos educacionais de forma aberta, afinal “não tem mais sentido focar as aulas só no conteúdo teórico, na memorização, na competição” (Moran, 2011), mas no exercício da colaboração e da interatividade, no qual todos têm o direito ao acesso à educação. E, para reforçar ainda mais sobre esse modelo de educação e uso de REA, foi aprovada uma recomendação normativa pela UNESCO (2019) que apoiará o desenvolvimento e disseminação de recursos de ensino e aprendizagem sob licença aberta em prol da “construção de sociedades do conhecimento abertas e inclusivas e para a consecução dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU”.
No que diz respeito às licenças abertas em REAs, o tipo de licença mais utilizada é a Creative Commons (CC), que permite aos autores, de diferentes áreas, manterem os seus direitos de autor, porém autorizando os consumidores a fazerem uso dos seus trabalhos, de acordo com suas necessidades tendo em atenção a permissão dada pelo autor. É uma forma de proteção à não violação de direitos autorais. “Tal instrumento oferece opções flexíveis que garantem proteção e liberdade para artistas, autores, empreendedores e usuários/ consumidores”, (CIEB, 2016).
A Educação Aberta está além da construção de recursos educacionais abertos, mas abrange também processos, espaços e métodos, como modelos diversificados de avaliações e espaços de comunidades colaborativas de práticas e aprendizagem. A proposta é criar oportunidades para a expansão e acesso à educação de qualidade para todos, com o envolvimento de todos, como um exercício coletivo, afinal a Educação Aberta permite: mais inclusão, maior equidade, gratuitidade ou custos reduzidos, acessos livres, flexibilidade, maior autonomia, colaboração e porque não, empatia!
Não há fórmulas mágicas e receitas concretas para a implementação de um sistema de Educação Aberta. Muitas vezes são necessárias mudanças estruturais para que novas formas de atuar sejam possíveis. Também é necessário uma mudança de pensamento, de cultura e abertura para novas possibilidades. Mas pode ser o caminho para descobertas, de um campo mais criativo, atendendo às necessidades do novo século, inclusive para a redução das situações de desigualdades nos espaços escolares. Há, neste sentido, que se reconhecer a autonomia das escolas, para que os responsáveis desenvolvam tecnologias, em atendimento aos seus contextos, extrapolando limites físicos, sociais e disciplinares meramente conteudistas.
O que podemos então fazer, a partir do nosso contexto?
Em contexto escolar, o professor pode utilizar diversas medias para compor as estratégias pedagógicas que permitam a colaboração. É “superar a aprendizagem meramente intelectual e vivenciar mais os projetos, experiências e a resolução de problemas”, (Moran, 2011). Cada ideia é um apoio para que outras novas possam surgir, seja entre professores, alunos, e toda a comunidade escolar, para uma progressão que origine as mudanças necessárias, incluindo as políticas públicas tendo em atenção os processos para a livre produção e compartilhamento de conteúdos. É interessante também pesquisar na internet os repositórios de REA, pois podem contribuir como um primeiro passo a ser dado na escola. Nesse sentido, os trabalhos interdisciplinares podem beneficiar com essa nova prática. A própria escola pode ter um espaço digital e colaborativo para que sejam compartilhadas as produções, incentivando a leitura crítica e novos significados para o produto. Pode ser ainda importante, para esse primeiro movimento, que seja eleita uma comissão, um grupo, para estudar e colocar em prática o sistema de Educação Aberta. Pode ser um espaço de diálogo, com a participação de todos os atores da comunidade escolar para uma mudança de paradigmas que beneficiará a todos. “O Creative Commons acredita que o compartilhamento é uma das formas que a sociedade tem de evoluir, é como a cultura se desenvolve e como a inovação acontece”, (CIEB, 2016).
ARGUMENTO
Tema: Educação Aberta
A Educação Aberta é um movimento educacional, que permite livre acesso à oportunidade de aprendizagem. Aqui a filosofia recai sobre a forma, onde os indivíduos produzem, compartilham e constroem conhecimento. É um acesso à Educação e treinamento mais amplo em comparação com outros sistemas educativos tradicionais e, usualmente, são produzidos conteúdos educativos e são disponibilizados através de mecanismos associados à Educação a Distância e ao e-Learning, no qual disponibilizam Recursos Educacionais Abertos. Chama-se “Aberta” porque este sistema quebra barreiras que existem nos sistemas comuns de educação e, por isso, muitos acabam por não terem oportunidade de acesso à educação e ao conhecimento, devido à sua situação financeira ou localização geográfica. A Educação Aberta faz, primeiramente, referência ao tipo de licença utilizada – a Creative Commons. Os MOOCs, são os Massive Open Online Course, que são a forma mais comum de cursos e recursos abertos disponíveis. A Educação Aberta tem como principal característica o uso das tecnologias, para o compartilhamento e promoção da Educação. Assim, o Ensino Aberto é gratuito e dá maior liberdade, devido à promoção da mobilidade que as tecnologias proporcionam. A tendência da Educação Aberta são os REA – Recursos Educacionais Abertos, no qual já são muito usados em contexto de sala de aula e nos cursos a distância, através de PC, computadores pessoais, smartphones, tablets, com textos, vídeos, podcasts, jogos, blogs, fóruns, chats, plataformas etc.
Em jeito de conclusão sobre: “A importância do Ensino Aberto – EA”.
Por ter um acesso livre e gratuito ao conhecimento e à educação, muitas pessoas que não teriam acesso à educação e ao conhecimento, podem assim ter essa oportunidade, sendo que a única desvantagem é que é essencial um computador ou outro meio com acesso à internet, o que nem sempre é possível em países ainda em desenvolvimento. Mas ainda assim, são nesses países que a Educação Aberta se tem mostrado mais vantajosa.
A Educação Aberta Permite:
– Mais inclusão;
– Maior equidade;
– Gratuitidade ou Custos reduzidos;
– Acessos livres;
– Flexibilidade;
– Maior autonomia;
– Sem barreiras geográficas.
GUIÃO / ROTEIRO
imagem 2
Nome do filme: Educação Aberta: um contributo para a equidade educacional.
Descrição: O vídeo é um produto para a exposição virtual da unidade curricular: Materiais e Recursos para e-Learning, como trabalho final. O conteúdo abordado, refere-se à Educação Aberta como possibilidade para uma educação agregadora, plural e inclusiva.
Público-alvo: Professores, educadores, investigadores, alunos e público em geral com interesse em Educação e pedagogia, em especial em e-Learning.
Superior centralizado: Educação Aberta Abaixo centralizado: Materiais e Recursos para e-Learning Canto inferior esq.: logo UaB Canto inferior dt.: logo Mpel Rodapé ao centro: CC BY-NC 4.0
Imagem de fundo: azul com globo e cidade, logo da UaB, logo Mpel, Logo Creative Commons.
02
Subtítulo: Educação Aberta e Equidade Ao centro, ligeiramente à esquerda, a explicação do que é a Educação Aberta: “A educação aberta é um movimento Educacional. Permite um acesso livre a oportunidades de aprendizagem”.
Imagem de fundo: Mapa Mundo. 4 personagens de diferentes idades e géneros.
03
Superior: ligeiramente à esquerda a continuação: “É mais colaborativo, pois os indivíduos produzem, compartilham e constroem conhecimento”.
Imagem de fundo: Sala de trabalho/estudo 3 personagens diferentes a trabalharem colaborativamente.
04
Centralizado: “É um acesso mais amplo em relação aos sistemas educativos tradicionais”.
Imagem de fundo: Sala/auditório para aula/palestra.
05
Frase centralizada: ”Usualmente, são produzidos conteúdos educativos e disponibilizados…” (continua na cena seguinte)
Imagem de fundo: Secretária com computador e outros elementos de estudo, com lápis e globo em movimento.
06
(continuação da cena anterior) Frase centralizada: “… através de mecanismos associados à Educação a Distância e ao e-Learning” Rodapé: Disponibilizam recursos educacionais abertos – REA
Imagem de fundo: Mapa mundo; à direita um computador e uma personagem em movimento e a palavra REA por baixo e centralizada.
Imagem de fundo: Sala de trabalho com outros elementos (relógio, telemóvel e lápis); Bloco de Notas a descrever as características dos REA.
08
Texto centralizado: “Podemos considerar como uma cultura Colaborativa e Sustentável, com o uso de REA…” (continua na cena seguinte)
Imagem de fundo: Planeta Terra em movimento visto do espaço. Uma personagem em movimento
09
(continuação da cena anterior) Texto Centralizado: “… para materiais de ensino, aprendizagem e pesquisa, através das licenças Creative Commons.” Rodapé: Link http://creativecommons.org
Imagem de fundo: Secretária com computador e outros elementos de estudo.
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Topo centralizado: “MOOC” em baixo, centralizado e ligeiramente no topo: “Massive open Online Course” Centralizado, ligeiramente abaixo: “Atualmente, são a forma mais comum de cursos e recursos abertos disponíveis.”
Imagem de fundo: ecrã digital azul em movimento, com o símbolo da internet e um ecrã de um dispositivo digital em movimento.
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Texto Centralizado no ecrã do dispositivo digital: “A Educação Aberta, tem como principal característica, o uso das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação – TDIC.”
Imagem de fundo: ecrã digital azul em movimento. Ao centro: um ecrã de um dispositivo digital Outros elementos soltos referentes a dispositivos, plataformas, aplicações (TDIC)
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Frase ligeiramente centralizada: “Chamamos de Aberta porque quebra barreiras existentes nos sistemas tradicionais, porque muitos não têm oportunidade de acesso ao conhecimento, devido à sua situação financeira e geográfica.”
Imagem de fundo: Fundo de um ecrã digital azul claro em movimento. Rodapé: Barra azul escura. Elementos: Livro em movimento a abrir e fechar; Menino triste; nota e planeta terra em movimento.
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Texto em cima, ligeiramente à direita: “A Educação Aberta vai além de recursos abertos, pois engloba processos, espaços e métodos.” Palavras soltas que vão surgindo relacionadas à Educação Aberta: “Equidade”, “Flexibilidade”, “Inclusão”; “Autonomia”; “Colaboração”; “Custos reduzidos”; “Acessos livres”.
Imagem de fundo: Ecrã digital em movimento lilás.
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Texto centralizado no ecrã: “Pode ser o caminho para atender as necessidades deste novo século, de modo a reduzir as desigualdades, principalmente em países em desenvolvimento.”
Imagem de fundo: plano azul Elementos de fundo: Computador com o texto no ecrã. Outros elementos: 4 personagens diferentes em idade e género. Globo em movimento.
15
Texto no balão de pensamento Global: “Forma e potencializa uma cultura colaborativa e sustentável em rede.”
Imagem de fundo: Sala de trabalho / estudo. Outros Elementos: 4 personagens adultas, de diferentes géneros, sentados em secretárias, com computador individual e a pensarem em comum.
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1ª personagem / homem com fala dentro de balão: “Educação Aberta”. 2ª personagem / mulher com fala dentro de balão: “- coletividade”; “- constante evolução”.
Plano de fundo: Amarelo Imagem de fundo: Globo, avião, estrelas, dando a sensação de volta ao mundo.
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Texto em cima centralizado que surge: “Educação Aberta”. Texto Centralizado com mão a escrever: “Para uma maior equidade educacional”.
Imagem de fundo: Céu azul claro Elementos de fundo: Nuvens e um pássaro em movimento fazendo um trajecto ascendente da direita para a esquerda. Outros elementos: Mão a escrever.
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Texto central em cima: “Referências Bibliográficas”. Texto ligeiramente em baixo: “Consultem os blogs:” Texto centralizado: blogs das autoras: “http://mpelearning2019ester.home.blog; http://priscilapiresmpeluab.wordpress.com “. Rodapé canto esquerdo: nome das autoras “Ester Saraiva”; “Priscila Pires”. Rodapé centralizado: Símbolo “Creative Commons” – CC BY-NC 4.0
Plano de fundo: Amarelo; Imagem de fundo: Círculo azul Rodapé: imagem CC
Iniciativa Educação Aberta (sd). Conferência Geral da UNESCO aprova Recomendação sobre Recursos Educacionais Abertos. https://aberta.org.br/recomendacaorea/
Foi proposto a escolha de dois(2) recursos educacionais abertos, disponíveis online indicando de forma breve: O endereço; um conjunto de alguns critérios, explicitados e fundamentados da escolha; quais a adaptações (caso seja aplicável) e o modo como se poderia aplicar numa actividade de aprendizagem com a sua planificação.
Os recursos foram escolhido do site da “Escola Digital”, que é uma plataforma gratuita que fornece a professores, gestores e redes de ensino mais de 30 mil recursos digitais de aprendizagem, proporcionando interactividade, dinamismo e inovação às práticas pedagógicas dentro e fora da sala de aula! Tem disponível muitos jogos interactivos, vídeos, infográficos, animações, planos de aulas, e-books, bibliotecas virtuais, etc. Tem uma secção de filtros no qual se pode escolher a disciplina e temática, bem como idioma, tipo de recurso, etc.
Logo no menu principal tem disponível:
O registo não é uma condição obrigatória para aceder aos conteúdos e aos recursos, mas por norma serve não só para dados estatísticos, como também para se poder colaborar com algum recursos e conteúdos.
Na secção de exploração de conteúdos temos opção de escolha das disciplinas, tipo de recursos/mídea, anos de escolaridade, etc, o que facilita a procura de um recursos para um tema de aula que se pretende apresentar. No meu caso, escolhi ciências, tema célula do ensino médio (que corresponde ao 9º ano de outros sistemas de ensino, visto que este site é brasileiro.)
Nesta secção, quando se escolhe, por exemplo ciências, aparece 31120 conteúdos sobe ciências, o que convém filtrar mais a nossa escolha e por isso mesmo tem uma barra lateral do lado esquerdo para nos ajudar a filtrar a nossa busca.
Aqui, ainda temos a possibilidade de escolher não só por disciplina e faixa etária/ensino, como as licenças de uso, tipo de contudo que pretendemos.
Neste caso, como o conteúdo pretendido era a célula, pode ser encontrado em duas disciplinas, como ciências e/ou biologia e foram os filtros escolhidos. Ainda assim diz que dentro destas disciplinas encontramos 1052 conteúdos, mas ao rodar um pouco encontrei logo o recurso que pretendia – A célula, e não foi escolhido qualquer outro filtro nem sequer por anos de escolaridade.
Pode-se ainda escolher o formato, tipo de recurso que se pretende…
… e escolher o tipo de licença e carregar em aplicar filtros…
RECURSOS ESCOLHIDOS
1º RECURSO ESCOLHIDO – A CÉLULA
… Após isso, vamos ao aceder ao recurso, no qual abre uma outra página, no qual pede um registo simples ou para fazer login caso já tenha registo.
… escolhe-se o pretendido, que nos remete a outra página desse conteúdo.
Vamos à secção “acessar recurso”, no qual nos abre uma outra página…
…aqui, ao clicarmos num dos elementos da célula, há uma explicação áudio sobre o componente no qual se clicou. Para sair basta carregar no X. Para mudar de elemento da célula, basta clicar em cima do elemento que se pretende aprender. Se clicarmos na seta de voltar irá dar opções de outras células, no qual podemos ter interesse, visto que existem diferentes tipos de células, basta clicar em qual delas queremos, e abre a janela correspondente e o processo é o mesmo (carrega-se nos elementos para ouvir a explicação áudio). Para sair basta clicar no X.
Este recurso tem outra particularidade, que é a sua edição, o que faz dele um verdadeiro Recurso Educacional Aberto.
Anexo
Para além disso, podemos ainda escolher um plano de aula…
…neste plano de aula, como se pode verificar na imagem em cima representada, tem uma numeração que vai avançando conforme se vai avançando com a aula…
No desenvolvimento da aula, tem ainda incluído outros recursos, que basta carregar nos links referidos
Estes links, levam-nos a outros sites com conteúdos também livres, onde podemos encontrar vídeos, ou textos e imagens sobre o tema, como mostram as imagens em baixo.
Ainda nestas sugestões de links, havia um deles bem interessante, “BioMania”, no qual dispunha de uma colecção de Powerpoints, por temas, no qual voltei a escolher citologia (que é o estudo da célula), no qual consegui fazer download dos diversos Powerpoint, incluindo sobre a célula e poder fazer alterações.
…Basta carregar no botão vermelho onde diz “Download” e abre outra janela…
Aqui pede um registo, que é fácil e rápido. A parti daí recebe-se um email com o link para se ter acesso aos inúmeros Powerpoint´s…
Conclusão do anexo do repositório:
Este recurso não só dá para ser utilizado/adaptado em contexto de sala de aula, como dá para uma aula online e ainda nos leva a outros recursos igualmente interessantes que ajudam a complementar o tema sobre a célula. Os Planos de aulas são óptimos recursos de apoio aos professores, pois já tem uma aula minimamente programada, o que facilita o professor na sua planificação e poupa algum tempo.
No Primeiro recurso, sobre a representação visual e áudio da célula, não alterava nada, pois é um recursos que serve de complemento ao que o professor já explicou, ou pode ser ainda usado como introdução a cada elemento da célula que o professor irá falar.
Este recurso apenas pode ser utilizado online, o que obrigaria a estar conectado à internet, o que nem sempre e possível e assim escolhi um alternativo, o powerpoint que este recurso me levou a encontrar, no qual pode ser usado offline.
RECURSO 1.1
No powerpoint sobre citologia, provavelmente iria alterar, inserindo animações (como no recurso 1), vídeos e/ou áudio, pois o poder de captação da mensagem é bem maior com som e movimento do que apenas com imagens.
CRITÉRIOS DE ESCOLHA:
Este recurso educacional, foi escolhido por ser de fácil acesso, de fácil filtragem, ser interactivo, poder adapta-se a um plano de aula (neste caso de ciências ou biologia, na temática sobre a célula, podendo ser ainda escolhida a célula animal, vegetal ou procariota), fácil de compartilhar e ainda com a possibilidade de editar (na edição, pode-se retirar algo que possa estar a mais para aquilo que o professor pretende focar naquela aula especifica, ou acrescentar algo que não esteja na representação). Este recurso, considero que corresponde ao que se pretende de um REA. Está baseado nos 5 R´s (em inglês):
Ao aceder ao recurso abre uma janela para fazer o download…
Após o download, instala a aplicação a ser usada…
Ao abrir, aparece a imagem e dois símbolos nos cantos inferiores de + e de -, no qual se avança e recua, consoante o que se pretende. Para sair, basta clicar no botão “sair” tal como indicam as setas na figura em baixo.
Conforme se avança na aula no sinal de +, ele vai mostrando em ordem, o corpo, orgão célula, até cegarmos ao DNA, tema central da aula.
…do corpo ao orgão… do orgão à célula…
…da célula do orgão ao núcleo da célula, ao genoma…
… ao cromossoma até chegar ao DNA e à sua estrutura molecular.
Este recurso não possui som, e encontrei a grande desvantagem de não ser editável. Por isso, se fosse editável, acrescentaria som na explicação de cada imagem. Assim alterava a possibilidade de educação, para acrescentar som/áudio.
Este é um repositório que contribui para a implementação da política pública do Brasil da Educação Aberta. Foi aprovado pela comissão da educação em Dezembro de 2018, o que ainda é bem recente, tendo como apoio técnico a Iniciativa Educação Aberta juntamente com o Ministério da Educação de acordo com as políticas públicas de licenciamento aberto.
No seu leque de opções, para além de algumas informações e esclarecimentos sobre os REA, pode-se encontrar formações, jogo, livros, artigos académicos, documentos, entrevistas, noticias, seminários entre outros. Como é um projecto relativamente recente, não há ainda muito material disponível como outros repositórios já existentes há algum tempo, mas creio que está bem organizado e brevemente terão um leque de opções bem maior.
“O PL REA estabelece os procedimentos a serem adotados pelo poder público na contratação, produção, subvenção de recursos educacionais, especialmente os digitais, para que sejam licenciados e disponibilizados com licença aberta de direito autoral. Ou seja, quando financiados ou subsidiados por fundos públicos devem ser, necessariamente, recursos educacionais abertos, e estar disponíveis para toda a sociedade em plataformas públicas”.
A aprovação vem em momento oportuno, pois está programado para Novembro, durante a Assembleia Geral da UNESCO normativo da UNESCO.”
2 – KHAN ACADEMY
A missão da Khan Academy é de oferecer uma educação gratuita de qualidade, para todos em qualquer lugar! É uma ONG – Organização não governamental – sem fins lucrativos, fundada por Salman Khan em 2008, na Califórnia – EUA.
Esta organização oferece uma colecção grátis de vídeo-aulas de matemática, ciências, biologias, saúde, física, química, ciências da computação, economia, medicina entre outros. Os recursos estão disponíveis em vários idiomas (actualmente a serem traduzidos em 36 idiomas) contado para isso com uma rede de voluntários, para além das versões em Espanhol, Francês e Português do próprio site. Os voluntários não só dão o seu contributo nas traduções, como nos conteúdos específicos. Também tem uma rede de doações para ajudar a manter o projecto, no qual qualquer pessoa em qualquer parte do mundo pode contribuir monetariamente e/ou com conteúdos e traduções.
Possui ferramentas gratuitas no qual professores, alunos e pais podem aceder, usar e aprender ou ajudar a aprender. Os professores podem optimizar as suas aulas com os conteúdos disponíveis, bem como ter um resumo do desempenho da turma e/ou de alunos individualmente e traçar perfis de turma e de alunos. Possui ainda um curso de Formação Inicial de Educadores onde proporciona habilidades e competências para educadores melhorem o desempenho. Através de algumas ferramentas os professores conseguem identificar dificuldades dos alunos e personalizar instruções de acordo com as necessidades de cada um.
A Khan Academy proporciona uma aprendizagem respeitando o ritmo de cada um, com uma biblioteca disponível criada por especialistas.
Esta foi uma escolha tendenciosa… mas é um repositório que considero muito bom para o Ensino Superior, pois pretende proporcionar aos estudantes, docentes e investigadores da Universidade Aberta o acesso a recursos e serviços de informação de qualidade para o desenvolvimento das suas atividades académicas e científicas e colaborar nos processos de criação, transmissão e valorização do conhecimento produzido na UAb. Um parceiro essencial no processo de ensino e aprendizagem, investigação e comunicação científica da UAb.
Tem como objectivos armazenar, preservar, divulgar e dar acesso à produção académica e científica da UAb num único local, todo o conjunto das publicações científicas da Universidade, e assim contribuir para o aumento da sua visibilidade e impacto e garantir a preservação da sua memória intelectual.
É composto por:
Fundos especiais e/ou Coleções Digitais, com Monografias; Publicações periódicas; Dissertações de Mestrado e Teses de Doutoramento (defendidas na UAb); Biblioteca Antiga – História, Língua e cultura portuguesas; Videogramas; Audiogramas; Recursos educacionais abertos (REA).
Recursos eletrónicos: B-on – Biblioteca do Conhecimento online – (Some for Some – “Emerald Public Policy & Environmental Management Collection”; Bases de Dados EBSCO; JSTOR Arts & Sciences III; JSTOR Arts & Sciences IV; JSTOR Arts & Sciences IX; JSTOR Business III; eLibrary USA; Ponto de Acesso INE.
Arquivo Audiovisual: O Arquivo Audiovisual da Universidade Aberta é constituído pela produção audiovisual da UAb bem como das instituições que a antecederam: IMAVE – Instituto de Meios Audiovisuais da Educação; ITE – Instituto de Tecnologia Educativa; IPED – Instituto Português de Ensino a Distância e PUA – Projeto Universidade Aberta. Este é um acervo de características singulares, de interesse para a Instituição mas também para a memória coletiva. Os conteúdos documentam a evolução das ferramentas e dos métodos aplicados ao longo dos tempos nas práticas de ensino a distância em Portugal.
4 – Recursos Educativos Abiertos para Centros Educativos Abiertos
Este repositório visa ajudar a entender e a divulgar os REA, e conta com a pareceria do Governo de España – Ministerio de Educación Y Formación Profissional, Instituto Nacional de Tecnologias Educativas Y Formación del Profesorado, Centro de Desarrollo Curricular en Sistemas Proprietarios. Através dos mesmos, surge o EMTIC – EDUCAREX.es.
Informações e recursos educativos digitais promovidos pela Associação de Educação e Trabalho da Junta de Estremadura – Espanha – em parceria com o Plano de Educação Digital da Estremadura, Ministério da Educação e Emprego, Secretaria Geral de Educação. e do Serviço de Tecnologia da Educação.
Dispõe de um Programa Educativos o INNOVATED, constituído por outros projectos como:
CITE – promove projetos que favorecem o uso de metodologias, trabalho colaborativo e multidisciplinar, o desenvolvimento de procedimentos de investigação e experimentação pelos alunos participantes, programação, modelagem de produtos e o envolvimento de processos educacionais com o meio ambiente.
CREA – aqui podem encontrar manuais do ensino básico entre outros como: matemática, Inglês, leitura, geografia, historia e musica.
Programe eScholari – é uma plataforma digital, especialmente desenhada e desenvolvida para professores e educadores, com funcionalidades e ferramentas para as suas práticas diárias bem como para alunos e pais com alguns conteúdos digitais.
Programe Foro Nativos Digitales – O Foro Nativos Digitales é um programa educacional para trabalhar com estudantes relacionados ao uso responsável de telefones celulares, dispositivos digitais, redes sociais e jogos eletrônicos: do cyberbullying à linguagem sexista, da netiqueta à sexting, grooming ou Comunidades on-line perigosas, notícias falsas ou prevenção do vício em jogos de azar on-line …
RadioEdu – Têm uma radio como actividade educacional e comunicacional, dispondo de conteúdos educacionais, bem como musicas e tons/sons/efeitos sonoros.
Livraria – O Librarium é a biblioteca digital que o Ministério da Educação e Emprego da Junta de Extremadura disponibiliza às bibliotecas escolares da Extremadura, cofinanciadas pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER)ornece uma plataforma de empréstimo digital e download gratuito, além de uma plataforma de leitura colaborativa, para criar e gerenciar clubes de leitura digital.
O RIVED é um programa da Secretaria de Educação a Distância – SEED, que tem por objetivo a produção de conteúdos pedagógicos digitais, na forma de objetos de aprendizagem. Tem como meta atingir conteúdos digitais para melhorar a aprendizagem das disciplinas da educação básica e a formação cidadão do aluno. Além de promover a produção e publicar na web os conteúdos digitais para acesso gratuito, o RIVED realiza capacitações sobre a metodologia para produzir e utilizar os objetos de aprendizagem nas instituições de ensino superior e na rede pública de ensino.
Os objetos de aprendizagem produzidos pelo RIVED Um objeto de aprendizagem é qualquer recurso que possa ser reutilizado para dar suporte ao aprendizado. Sua principal idéia é “quebrar” o conteúdo educacional disciplinar em pequenos trechos que podem ser reutilizados em vários ambientes de aprendizagem. Qualquer material eletrônico que provém informações para a construção de conhecimento pode ser considerado um objeto de aprendizagem, seja essa informação em forma de uma imagem, uma página HTM, uma animação ou simulação.
Os objetos de aprendizagem produzidos pelo RIVED são atividades multimídia, interativas, na forma de animações e simulações. A possibilidade de testar diferentes caminhos, de acompanhar a evolução temporal das relações, causa e efeito, de visualizar conceitos de diferentes pontos de vista, de comprovar hipóteses, fazem das animações e simulações instrumentos poderosos para despertar novas idéias, pararelacionar conceitos, para despertar a curiosidade e para resolver problemas. Essas atividades interativas oferecem oportunidades de exploração de fenômenos científicos e conceitos muitas vezes inviáveis ou inexistentes nas escolas por questões econômicas e de segurança, como por exemplo: experiências em laboratório com substâncias químicas ou envolvendo conceitos de genética, velocidade, grandeza, medidas, força, dentre outras.
Os conteúdos produzidos pelo RIVED são públicos e gradativamente, licenciados pelo Creative Commons. Esses conteúdos podem ser acessados por meio do sistema de busca – repositório on-line, que permite visualizar, copiar e comentar os conteúdos publicados. Com a licença Creative Commons, garante-se os direitos autorais dos conteúdos publicados e possibilita a outros copiar e distribuir o material contanto que atribuam o crédito aos autores.
Todos sabemos, e já não é novidade que, vivemos
numa época bem diferente daquela que vivíamos quando entramos pela primeira vez
na escola. Uma nova era surgiu com o aparecimento das Novas Tecnologias de
Informação e Comunicação (TIC), que tem sido marcada por uma nova
sociedade – A Sociedade em rede. Também
já ficou provado que “ensinar não é apenas transferir conhecimento”, já ninguém ensina nem aprende como em tempos
passados e o aluno hoje em dia passou a ter um papel muito mais activo no seu
processo de aprendizagem e o professor deixou de ser um mero transmissor de
conteúdos e o único detentor do conhecimento. Hoje assiste-se a uma mudança de
paradigma em várias áreas e a Educação não é exceção. Hoje ensina-se e
aprende-se com a “troca generalizada de saberes” (Levy, 2000).
Contudo, ainda há um longo caminho a percorrer neste campo e os REA surgiram de modo a otimizar e a motivar os processos de ensino aprendizagem.
2 – RECURSO EDUCACIONAIS ABERTOS – REA (OER – Open Education Resources) – O QUE SÃO E PARA QUE SERVEM?
O mundo evoluiu e a sociedade mudou. Ocorreram profundas transformações nas últimas décadas e assistimos a uma enorme evolução em várias áreas nomeadamente nas TIC, no qual o mundo foi-se desenvolvendo e adaptando ás mesmas. Houve uma profunda e irreversível mudança nas nossas actividades, relações sociais e no próprio conceito de literacia (Castell, 2002). Muitos defendem as mais valias destas novas tecnologias e das ferramentas a ela associadas, mas outros ainda persistem a um ceticismo no qual defendem que a sociedade é vítima e dependente das mesmas levando a um consumo desenfreado e sem rumo. Mas é certo que já não conseguimos viver sem as novas tecnologias que muito os têm facilitado a vários níveis, mas é importante saber como utilizá-las e tirar o melhor partido das mesmas. Na educação estas têm-se mostrado de extrema importância, pois motivam e estimulam a aprendizagem.
Com
a evolução da internet, começamos a viver uma época de transformações
enormes e a educação tem aproveitado a web e as TIC para desenvolver os processos
de ensino/aprendizagem. Assistimos
actualmente a novos modos de ensinar e aprender, no qual a educação e as
tecnologias estão cada vez mais associadas e em diversos modos. Os REA são um
exemplo! Recursos Educacionais Abertos,
significa que são recursos/conteúdos relacionados com planos de aulas,
pedagógicos e educacionais, disponíveis de modo gratuito, para serem usados,
adaptados, reusados e compartilhados com outros. “Recursos abertos” significa
que há um tipo de permissão de acesso e utilização de recursos, softwares, dados,
trabalhos entre outros, por meio de uma licença específica, sem custos, ao
contrário das licenças fechadas no qual só se tem acesso mediante um pagamento.
Um dos principais objectivos dos recursos abertos, é romper barreiras a vários
níveis com a disponibilização de conteúdos para uso e reuso livre. É facilmente
observável que os papéis dos professores e dos alunos também modificam, onde o
professor deixa de ser um mero transmissor de conteúdos e conhecimentos, pois
“ensinar não é apenas transferir conhecimento, mas criar possibilidades para a
sua produção ou a sua construção” (p.189) e os alunos/aprendizes deixaram de
ser meros aprendizes e recetores, e
passaram a ter um papel mais activo na sua aprendizagem, pois eles participam
também. Outro grande objetivo dos Recursos Educacionais Abertos é a “melhoria
do acesso às oportunidades de aprendizagem”, onde se economiza tempo, custos,
contribui-se para a democratização e equidade na educação e ainda para melhorar
a qualidade de ensino em todo o mundo como um bem social.
Os REA trouxeram inovação no ensino e
permitem a promoção ao acesso de conteúdos/materiais educacionais de forma
livre e gratuita. Despertaram criatividade tanto nos educadores como nos
alunos, e são utilizados cada vez mais com fins educacionais e de pesquisa em
qualquer formato mídia e com domínio público – aberto.
Os Repositórios REA são bases onde se colocam e guardam recursos e materiais educacionais e de pesquisa, de forma livre – aberta – e que dispõem
de um interface onde são
disponibilizados para registos e pesquisas de REA, que actualmente faz parte de
“uma comunidade única e crescente”
“Os REA são uma presença obrigatória na aprendizagem do futuro, ao promoverem a criatividade, valorizam a essência humana e ajudam a construírem uma inteligência colectiva. São uma inovação numa nova forma de pensar e assegurar o acesso ao conhecimento, necessário à educação através da difusão de conteúdo, ferramentas livres, recursos de implementação e práticas que permitem que o profissional de educação guarde, reuse, revise, remix e redistribua conteúdos de forma aberta e livre” (p.1290) A Unesco1 define REA como sendo: “… materiais para ensinar, aprender e pesquisar, que estão em domínio público ou são publicados com uma licença de propriedade intelectual que permite sua livre utilização, adaptação e distribuição …” pois “acredita que o acesso universal à educação de alta qualidade é a chave para se construir a paz, o desenvolvimento social e económico sustentável, e o diálogo intercultural. Os Recursos Educacionais Abertos (REA) oferecem uma oportunidade estratégica para melhorar a qualidade da educação, bem como para facilitar o diálogo sobre políticas públicas, o compartilhamento de conhecimento e a capacitação”. (Unesco,2012).
3 – HISTÓRIA DOS REA
Foi em 2001, no Massachusetts Institute of Technology que surge uma iniciativa sem precedentes, com a liberação em acesso livre na web de quase todos os seus cursos. Houve um aumento significativo de instituições a oferecerem cursos deste modo, e por isso em 2002, a UNESCO no primeiro fórum sobre softwares didáticos abertos – Fórum Global em REA (1st Global OER Forum), adotou a expressão “recursos educacionais abertos” (REA) em que se baseava na elaboração e disponibilidade, ou seja na expansão e democratização do acesso ao conhecimento. Em 2003 deu-se início a políticas do acesso aberto e a partir daí tem sido adotado cada vez mais pelas universidades de todo o mundo. Esta política de acesso aberto reúne critérios no qual os autores são incentivados/obrigados a cumprir com o principal propósito “aberto”, disponibilizando os resultados das suas investigações de forma livre e sem restrições. As primeiras e principais definições de “acesso Aberto” deu-se com as iniciativas em Budapeste e pela declaração de Berlim em Outubro de 2003. Em 2005, a UNESCO criou uma comunidade mundial em REA (OER Community wiki), com o apoio da Hewlett Foundation para compartilharem informações e trabalharem de forma colaborativa em relação aos REA. Mais tarde, em 2007 acrescentaram algumas orientações com a declaração da cidade do Cabo sobre o uso das licenças abertas, revisões, traduções, melhorias, bem como novos formatos que pudessem facilitar a utilização e a edição, incluindo ainda pessoas com deficiências ou em locais sem internet (ou fraca) através do sistema de downloads. A UNESCO está a desenvolver uma inovadora Plataforma de REA, onde irá disponibilizar publicações selecionadas e organizadas em REA no qual permitirá que as várias comunidades desta prática (professores, alunos e profissionais da educação), possam copiar, adaptar e compartilhar livremente os seus recursos. A UNESCO é membro da iniciativa Open Educational Quality (OPAL) para desenvolver um Marco de Práticas de REA. Práticas essas que melhoram a qualidade e a inovação na educação em parceria com instituições europeias importantes na área.
4 – FILOSOFIA
Segundo Castells, as TIC vieram reconfigurar um novo modelo social e é imperativo que se ajuste ao paradigma educativo e ás novas realidades e exigências sociais. Deste modo são necessárias novas estratégias pedagógicas para que possam envolver alunos e equipas multidisciplinares para uma mudança efectiva, passando pelos REA que se têm mostrado um pilar fundamental e obrigatório na aprendizagem do futuro. Os REA fazem parte de um projecto global enriquecedor que facilitam o acesso ao conhecimento sem limitações geográficas e físicas e sem ser exclusiva da educação formal. Os REA devem gerar mudança e inovação no ensino, incentivando a participação de todos com a produção compartilhamento dos recursos educacionais com licenças abertas.
5 – BENEFICIOS DOS REA NOS CONTEXTOS EDUCATIVOS
Os benefícios dos Recursos Educacionais Abertos são vários, pois ao liberar o acesso, a adaptação e o compartilhamento de materiais há uma estimulação maior e colaboração de todos. Observamos que é um método incentivador de criatividade no qual resulta um rendimento escolar mais elevado. Os custos são reduzidos, no qual ajuda não só o acesso ao conhecimento e ao ensino, como ajuda a prevalência de estudos de muitos estudantes, reduzindo o abandono escolar por falta recursos financeiros ou de situações geográficas menos favoráveis. A multiplicidade de partilha, a democratização de conhecimento, a co-aprendizagem, a co-autoria e a grande possibilidade de acesso à informação, saberes e investigação, são outros pontos que podemos apontar como benéficos. No campo da educação, os REA são um elemento fundamental da promoção de motivação e envolvimento do processo de ensino/aprendizagem, segundo refere Montera, 2009. “Incitam melhorias significativas na aprendizagem e promovem a inclusão e literacia digital” (Keats,2003). Há ainda a vantagem de se apresentarem organizados em “resolução de problemas, no qual fomenta a microaprendizagem personalizada, facilitadores de criação de conteúdos e partilha de conhecimento”. Os REA permitem adequação de conteúdos de acordo com a realidade (exemplo: um professor de história pode optar por ensinar temas relacionados à região geográfica onde se encontra). Permitem compartilhamento produzido por outros educadores e disponibilização do material para os usuários da web e ainda, a adaptação dos materiais de acordo com o nível das aprendizagens. Há ainda a uma possibilidade maior de inclusão de conteúdos relevantes aos alunos e acesso a materiais produzidos por outros usuários da web de todo o mundo; troca de ideias; possibilidade dos alunos criarem, acrescentarem e modificarem materiais; acessibilidade ao material para outros usuários e em qualquer lugar a promover uma óptima qualidade da prática educativa.
6 –REA NOS CONTEXTOS EDUCATIVOS
No contexto educativos, os repositórios de REA são sites que se encontram na web, onde se podem encontrar os recursos educacionais de modo digital e no qual se pode usar no ensino formal ou informal. São ainda considerados como bancos de dados, onde podem existir bibliotecas digitais e portais de apoio. Os repositórios dependem de bons servidores para o armazenamento o que vai envolve algum investimento financeiro, que pode ser um constrangimento para países em desenvolvimento. Envolvem ainda uma infraestrutura de produção, manutenção e de equipas. Para se poder promover os REA nas práticas pedagógicas é necessário conhecê-los, saber identificá-los e saber onde os encontrar o que requer também conhecimentos prévios e pessoas já com competências para tal. Deste modo é necessária uma formação de REA para os professores e educadores. Todo este investimento de recursos financeiros e humanos podem constituir um entrave no desenvolvimento dos REA, (ou torna o seu processo mais moroso).
7 – CARACTERISTICAS REA
Co-aprendizagem
Co-autor de Conhecimento Educacional
Estas características permitem quatro
liberdades mínimas aos seus usuários e baseiam-se em 5 R´s em inglês:
Revise –
(rever)
Reuse –
(reutilizar)
Retain –
(guardar)
Remix –
(remixar – misturar)
Redistribute – (redistribuir)
Usar: permissão para usar o original ou uma nova versão, criada a partir de um REA, em vários contextos;
Aprimorar: possibilidade de adaptar e melhorar os recursos, adequando-os às necessidades;
Recombinar: liberdade de recombinar/misturar REA´s para criar outros materiais;
Distribuir: permissão para fazer cópias e redistribuir.
8 – DESAFIOS
Os benefícios dos recursos educacionais abertos são vários, pois ao liberar recursos educacionais abertos estamos a promover o acesso ao conhecimento e a promover o desenvolvimento pedagógico. Apesar de tantos benefícios, sabemos que há alguns constrangimentos que representam verdadeiros desafios hoje em dia para que se possa produzir, usar e fomentar o uso dos REA. Um dos maiores Desafios é a formação de pessoas, professores/educadores para poderem produzir REA, e de qualidade, bem como saber identificar e onde os encontrar. Para além disso, é necessário que as Instituições percebam as vantagens dos REA e as implicações desta nova era para se poder inovar no campo pedagógico, sentirem-se motivadas a implementar os REA, pois é um processo que pode demorar e que requer algum investimento. Assim, é necessário sensibilizar as políticas educativas para apoiarem as instituições a avançarem com os REA principalmente em países em desenvolvimento, pois o retorno desse investimento, seja ele de recursos humanos, financeiros ou de tempo, irão de certo ser bem compensadores para um futuro que se afigura digital e para dar acesso ás pessoas mais carenciadas, seja socialmente ou geograficamente.
ALGUMAS CONSIDERAÇÕES FINAIS
Podemos assim definir os REA – Recursos
Educacionais Abertos – como materiais/recursos ou elementos de ensino,
aprendizagem e investigação, que podem estar apresentados em qualquer suporte
mídia/digital (ou não) e que se encontram sob domínio publico, no qual são
disponibilizados com uma licença aberta, que permite não só o acesso mas ainda,
adaptação, revisão, reuso, remixagem e redistribuição de conteúdos por
terceiros de forma aberta, livre e gratuita, sem restrições ou com poucas restrições. Estes recursos/materiais podem ser: cursos
completos, fotos, vídeos, imagens, áudios, mapas, artigos de pesquisa,
softwares, livros didáticos, dissertações, animações, simulações, módulos de
cursos e qualquer outro tipo de material que apoie o acesso ao conhecimento e
que leve a melhorias significativas para um ensino/aprendizagem colaborativa.
“Os REA´s se assumem como um pilar para a aprendizagem do futuro, colaborativa e de cocriação de conhecimento” (p.1288).
“…um pilar de uma mudança de paradigma educativo, que integra tecnologia e metodologia, rumo a melhorias tanto na prática docente quanto para o estudante.”
(Nobre, Pereira & Rosa).
Mas ter apenas cesso ao conhecimento de modo livre não é suficiente e aqui encontra-se um dos desafios dos REA, pois é necessário participar efectivamente na produção dos mesmos em larga escala. Em alguns países, observa-se que para além de haver um longo caminho a percorrer na disponibilização dos REA, há ainda mais na sua produção, principalmente em países em desenvolvimento, no qual podem beneficiar as pessoas em zonas mais carenciadas.
Nobre & Malmann. Recursos Educacionais Abertos: transposição didática para transformação e coautoria de conhecimento educacional em rede. Repositório Aberto da Universidade Aberta. Disponível em: https://repositorioaberto.uab.pt/handle/10400.2/6887.
Nobre, Pereira & Rosa. a-REAEDUCA – Revista de Educação para o Século XXI: pensar, desenvolver e criar um REA. Repositório Aberto da Universidade Aberta, 2016. Disponível em: https://repositorioaberto.uab.pt/handle/10400.2/6904.
Este trabalho surge no seguimento de uma actividade de uma Unidade Curricular de Materiais e recursos para e-learning, do Mestrado de Pedagogia do e-learning, da Universidade Aberta de Lisboa – Portugal .
Para que serve?
Partilha sobre REA – Recursos Educacionais Abertos – o que são, para que servem, onde encontrar?
Poderão esclarecer e tirar dúvidas sobre o conteúdo
O domínio é público pois o intuito é partilhar conhecimentos sobre os Recursos Educacionais Abertos